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A idade do armario

A idade do armario

A adolescência deveria ser abolidaO nosso filho nunca deveria crescer e, muito menos, chegar àquela altura horrível da idade do armário…Quantas de vocês, mães, já tiveram esta mesmo pensamento?

Infelizmente, existe uma altura no início da adolescência, em que nós, mães, nos sentimos impotentes e frustradas face às transformações comportamentais dos nossos filhos. Por nós, fechávamo-los bem fundo dentro de um armário e só os deixava-mos sair quando tivessem ultrapassado esta fase e voltado ao estado normal.

mãe desesperada

A adolescência é uma etapa muito difícil para todos os pais, onde a comunicação com os nossos filhos é praticamente inexistente e quando existe é algo parecido com: “Mãe estou cheia de borbulhas, eu não vou à escola assim!”, ou então “não preciso de tomar banho todos os dias e se gosto desta calças porque é que não as posso usar todos os dias desta semana?”, “Mãe gostava de fazer um pircing no umbigo porque todas as minhas amigas têm um…”.

Ou seja, os nossos filhos, que nós considerávamos umas crianças meigas, ternurentas e dependentes de nós, transformaram-se em seres estranhos, com vontade própria, caprixosas e com a mania da independência.

Nesta etapa, os nossos filhos sentem uma necessidade enorme de se afirmarem e desafiarem a autoridade dos pais, o que se torna bastante difícil de gerir, principalmente na atualidade, com o chamado “estilo de vida moderno”, onde o trabalho nos rouba o tempo e a disponibilidade para podermos acompanhar os nossos filhos.

No entanto, fiquem a saber que esta etapa também não é fácil para eles: começam a preocupar-se com a imagem corporal, que muda de dia para dia, sentem o despertar da sexualidade, o desejo de se integrarem num grupo de amigos e de se afirmarem.

mãe desesperadaUm tema que nos costuma preocupar muito é esse extraterrestre chamado Sexo. Questionamo-nos muitas vezes se e quando deveremos ter “aquela conversa”. Devemos seguir o ritmo deles e abordar o assunto sempre que eles nos procurem para tal, tentando perceber o que os preocupa. Mas preparem-se pais: tanto podem fazer perguntas esquivas, como podem fazer perguntas muito diretas e completamente desproporcionadas. Neste caso, o que devem fazer, não é menosprezar ou ridicularizar a situação, mas sim adequar a linguagem e a informação, tornando-a válida e percetível para os nossos filhos. A nossa reação imediata à sua primeira abordagem irá ditar o rumo futuro da vossa relação, no que diz respeito à sua sexualidade.

No que diz respeito ao conciliar a crescente necessidade de independência e autonomia do nosso filho, deve ser conciliada com disciplina, de maneira a garantir a sua segurança, podendo ser necessário negociar com os nossos filhos algumas regras (e reparem, eu disse negociar e não impor…). Uma vez estabelecidas as regras, devemos garantir o seu cumprimento e não deixar que sejam sistematicamente quebradas.

No entanto, tenham em atenção que, vocês pais, têm que ter uma perspectiva realista, ou seja, se nunca desenvolveram uma relação de diálogo fluida e aberta com os vossos filhos enquanto crianças, não esperem que agora, que são adolescentes, irem desenvolvê-la.

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